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Meu encontro com Geir Campos

Pedro J. Nunes

Não posso dizer com todas as letras que Geir Campos tenha sido uma influência decisiva para que eu me tornasse escritor. Mais prático acreditar que eu fosse afetado pelos meridianos traçados sobre minha eternamente mítica São José do Calçado, uma cidade com vocação literária endêmica, e pelo efeito dos brotos literários que a leitura, essa, sim, minha primordial e verdadeira vocação, fizesse surgir no caule áspero e bruto de minha inconsciência. O mais daquilo que compõe um escritor nem ele nem a eternidade podem dar conta de desvendar. Leia

 

Leia mais em Tertúlia sobre Geir Campos

.:. Dados biográficos de Geir Campos

.:. Arquivos de Geir Campos no jornal A Ordem

.:. Cidade dos escritores

.:. A série Letras Capixabas: uma contextualização, por Francisco Aurélio Ribeiro

 

Encontro inédito celebra a cidade dos escritores no Sul do ES

Iniciativa da calçadense Ivny Matos, acontece em São José do Calçado o encontro que, entre vasta programação, celebra os cem anos de Geir Campos. “A minha vida inteira convivi com essa efervescência cultural em Calçado, com muito teatro, música e literatura. Porém, nos últimos anos percebi que esse engajamento caiu com frequência. O Encontro vem com essa missão, de religar as gerações através da nossa vocação maior que é a arte, a literatura, a cultura”, confessa Ivny, que também é poetisa, atriz e produtora cultural.

.:. Leia o press release na íntegra

.:. Acesse o perfil do evento no Instagram

 

Chantecler

Certa vez, em nossa casa - e, quando digo “nossa casa”, refiro-me à eterna casa da infância, aquela onde fomos felizes, onde a inocência nos amparava, e a realidade era sempre bonita, onde confiávamos plenamente que a verdade dos adultos era a verdade do mundo, onde os parâmetros eram simples : ‘- isso pode... aquilo não pode’ - e umas palmadas bem dadas [que não doíam] dissolviam as dúvidas... Leia

 

O segredo

Às 5h aproximadamente a claridade inunda meu quarto com a luz da manhã. Corpo e mente despertos, penso no filme da véspera e o associo ao sonho de poucos dias antes com amigos escritores caminhando em busca sabe-se lá do quê, um daqueles sonhos enigmáticos que nos fazem nos perguntarmos sobre seu sentido e logo são esquecidos, deixados pra lá.

Penso: início de ano é tempo de traçar planos e projetos. De arrumar gavetas a terminar aquele romance que há tempos vem se apagando no mofo dos papéis guardados no fundo do armário, mais sedutora é a ideia de planejar uma daquelas viagens tão sonhadas desde os tempos de escola, quando as aulas de história nos levavam nos longes do mundo antigo. Qual o quê?! Acordei sentindo uma saudade danada! Leia

 

Às margens do rio escuro

Luiz Guilherme Santos Neves

Refinado. Literariamente refinado é o romance Às margens do rio escuro, de Getúlio Marcos Pereira Neves.

E o refinamento não está apenas na versatilidade da  linguagem de alto nível em que o texto flui, rio escuro abaixo, da primeira linha até a última. Está, sobretudo, na estruturação que o autor conferiu ao romance: basicamente três trilhos de desenvolvimento estrutural – folclore, História e ficção – sobre os quais a narrativa corre num manejo magistral em que cada trilho completa o outro e em que a falta de um ou de outro eliminaria a existência do romance. Leia

 

A magia das coisas

Certa vez, em um poema de Carlos Nejar, li um verso de que não me esqueço: “As coisas não são coisas são esposas, caladas e ancestrais dentro da tarde”. O poeta tinha essa percepção das coisas vistas como estabilizadoras do cotidiano, nas trocas entre elas e as criaturas enquanto colaboradoras na sustentação da vida. Leia

 

A gente nasce com asas

Os adultos desinventam o voo, mas não conseguem desinventar o vácuo; enchem-no de objetos vãos que não vão aonde o voo iria. Daí, a eterna saudade de não se sabe o quê. Porém asas mal podadas tendem a crescer. Comichão nas omoplatas, anseios, buscas... nasce aqui um anjo torto, outro vai ser gauche na vida. Algum talento incubado todos têm; há que dar-lhe vida, nem que seja com chocadeira. Se tiver sorte, vira artista a cirandar na rosa dos ventos. Fazer arte é brincar travessuras, rasgar horizontes, libertar a expressão. Leia

 

Asas da saudade

Álvaro José dos Santos Silva

- Eita, que diabo!

Foi de repente. Papai, que instantes antes estava debruçado sobre mim dando orientações sobre aproximação de pouso, voltou de imediato para a sua poltrona traseira. Em fração de segundo golpeou o manche do avião para o lado esquerdo, levantou a asa direita e vimos a chaminé da Fábrica de Bombons Garoto passando a poucos centímetros da ponta da asa do monomotor do Aeroclube do Espírito Santo. Leia

 

Pessanha Póvoa, Du Guay-Trouain e o Forte de Piratininga

Getúlio Neves

Sem o devido cuidado, estudos para escrita de material acadêmico podem resvalar para qualquer lado. Aliás, pelo senso comum, quanto mais amplo o tema, pior para estudar e escrever. Mas com método e um pouco de sorte a necessidade de pesquisar largos períodos temporais revela “achados” inusitados. Pesquisando a estrutura de defesa militar do século XVIII (uma rede formada da conjugação de esforços locais das capitanias para fazer frente a ameaças de saques e invasões estrangeiras) deparei-me no jornal A Província do Espírito Santo, edição de 16 de setembro de 1885, com uma informação surpreendente. Leia

 

Grande prazer sinto por me achar no meio de vós

Luiz Guilherme Santos Neves

Ao se tornar imperador do Brasil em 1842, em decorrência do chamado golpe da maioridade que pôs fim ao período regencial (1831-1840), Dom Pedro II se via com a incumbência de governar um país que ainda urgia pela completa pacificação nacional. Isso, quando ele tinha apenas 15 anos de idade, o que permite dizer que o golpe da maioridade tanto foi golpe para o Brasil, como para o jovem e inexperiente imperador. Leia

 

A vida dos livros e outras coisas

No volume Recontando Machado - Artimanhas do Bruxo, o poeta, psiquiatra, psicanalista, ensaísta e poeta Ruy Perini nos apresenta Machado de Assis, desde seu processo criativo até as suas influências, entre os maiores contistas da literatura mundial. E, mesmo sem a pretensão de traçar uma biografia, através de uma rigorosa análise de seus contos, o autor de “Recontando Machado” nos revela o Bruxo do Cosme Velho como atento crítico e relator dos eventos político-sociais e econômicos de seu tempo.

A simplicidade, o prazer em lidar com a palavra, o amor pela poesia. As características da obra de Gilson Soares se conjugam e resultam em um texto até difícil de definir, dados os aspectos tão variados em que se manifestam. De fato, a leveza da linguagem, por um lado, cai muito bem à delicadeza de alguns temas, acabando por elevá-los, como se vê quando ele conta ao leitor que uma flor se abriu. Leia

 

Vida bocejada, a de Vitória?

Luiz Guilherme Santos Neves

Escreveu o poeta no Livro do desassossego: “Acordei hoje muito cedo, num repente embrulhado, e ergui-me logo da cama sob o estrangulamento de um tédio incompreensível. Nenhum sonho o havia causado; nenhuma realidade o poderia ter feito. Era um tédio absoluto e completo, mas fundado em qualquer coisa.”

Esse tédio absoluto, fundado em qualquer coisa, o que equivale a dizer, afundado em coisa nenhuma, um vazio d’alma sufocante e indefinível que acometeu Fernando Pessoa, “uma náusea física da vida inteira” que nasceu com o despertar matinal do poeta, não é o mesmo tipo de tédio a que se referiram José Carlos Oliveira e Luiz Edmundo Appel em relação à cidade de Vitória, entre 1950 e 1952. Leia

 

Alguns apontamentos sobre A condição urbana

Eliane Lordello

Romance de formação, o livro de Filipe Ferreira Ghidetti narra a condição urbana da juventude do personagem X, na Grande Vitória. Embora não nomeado, X tem um lugar de fala claramente demarcado: é um rapaz moreno, heterossexual, morador de bairro periférico de Vila Velha, estudante de graduação da UFES. Leia

 

Sonhos naufragados em uma mística Paris

Ester Abreu Vieira de Oliveira

Marcela Guimarães Neves em A noiva de Paris (Vitória: Ed. Pedregulho, 2022, 118 p.) narra três agressões físicas e morais em três mulheres: as coadjuvantes na trama Clara e Luna Catalina, amigas de Sofia, a protagonista, e aspectos de representações de amor entre jovens e uma cidade: Paris, local sonhado para concretizações de felicidade que perde a harmonia, característica do amor, e se torna uma personagem de recebimento de agressões em moradores. Leia

 

Livros que se ouvem

Pedro J. Nunes

Não sei quando em um dado momento da história da edição de livros os editores descobriram o filão de publicações destinadas aos ouvintes mais exigentes de todos os gêneros musicais. Esses guias são assinados por autores os mais diversos. Pincei dois exemplos para ilustrar esta afirmação: o Guia ilustrado Zahar de música clássica, editado por John Burrows, um guia respeitado, e um pretensioso Discoteca básica: 100 personalidades e seus 10 discos favoritos, em que Zé Antônio Algodoal permite que personalidades as mais diversas indiquem, pelas minhas contas, nada mais do que 1.000 discos essenciais. Leia

 

Vida e morte à sombra do Jaspe

Maria das Dores Teixeira de Rezende Raggi

A coletânea Vida e Morte à Sombra do Jaspe constitui-se de contos com múltiplas temáticas. Os diferentes matizes textuais propiciam a inusitada imbricação entre fatos reais e fictícios, entre a vida e a morte. O realismo fantástico domina grande parte das histórias. Porém, algumas delas trazem doces lembranças da infância e da adolescência do autor, refletindo, de um lado, a singela alegria, e, de outro, a grande e perturbadora melancolia. Uma vasta gama de influências literárias, ilustrada pelas epígrafes de grandes escritores, nacionais e internacionais, traduzem o gosto requintado pela leitura. Leia

 

José Carlos Oliveira, a atualidade da crônica

Getúlio Marcos Pereira Neves

A crônica exerce sobre o leitor uma atração natural, talvez pelo talhe esguio da forma e o calor envolvente do conteúdo. Sua ligeireza convida à leitura, e época houve em que os jornais lançavam mão dos cronistas para fidelizar público. Lembra-me aqui um deles, dos bons e argutos que passaram pela imprensa carioca (o que vale dizer, brasileira), numa altura em que a vertiginosidade dos acontecimentos começava a se pôr e a irreverência se revelava uma das vias possíveis para a tradução daquilo tudo ao leitor. Leia

 

O Espírito Santo não respeita seus escritores

Francisco Aurélio Ribeiro

Não foi à toa que Saul de Navarro, Mendes Fradique, Rubem Braga, Danuza Leão, Carlinhos Oliveira, Viviane Mosé e Elisa Lucinda, dentre muitos outros, deram tchau e bênção para o nosso estado e não voltaram, a não ser para visitar, às vezes. Não vale a pena ser escritor capixaba, publicar livros aqui e não ser reconhecido. E o único reconhecimento que um autor deseja é ser lido. Há alguns escritores que fazem até pequenas tiragens, cinquenta ou cem exemplares, para distribuir aos amigos, certos de que, pelo menos por eles, serão lidos. Às vezes, nem isso acontece. Bernadette, com dois tês, gente, já escreveu sobre isso, aqui: há mais gente escrevendo do que lendo. Meu reino por uma resenha, afirmam outros. E não adianta criarem “Dia do Escritor Capixaba”, “Medalha ou Comenda Rubem Braga” e outros que tais, tudo isso  é vaidade, pura vaidade. Homenagens não pagam boletos, não é, Mara Coradello? Leia

 

Ainda a tradução (3)

Em artigos anteriores eu escrevi, aqui em A ORDEM, sobre tradução: da tradução como ocupação que não requer “presença” do trabalhador junto à empresa para a qual trabalha e, que, por isso, poderia ser exercida por alguns calçadenses de boa vontade e de boa formação... Falei, em meus artigos anteriores, de como eu próprio vivi uns tempos complementando meu orçamento doméstico com o que eu ganhava na qualidade de tradutor. Contei, também, que eu próprio nunca vivi exclusivamente disso: sempre tive a tradução como um “bico”, um complemento financeiro, por assim dizer... Mas tenho amigos, no Rio de Janeiro e em São Paulo, que não fazem outra coisa senão traduzir. Leia

 

A autenticidade é loira

Entrevista de Jeanne Bilich a Sidemberg Rodrigues e Fernando Cardoso

Livre pensadora, libertária, intelectual orgânica... curiosa por natureza, cronista concisa, apresentadora carismática, radialista inesquecível e observadora arguta. Talvez essas expressões possam definir algumas de suas facetas, mas nunca resumiriam a jornalista e escritora Jeanne Bilich, falecida este ano, vítima do câncer de pulmão. Avessa à censura e a qualquer forma de filtro, sua autenticidade conflitava com os adeptos de farsas, panos quentes, relações “estratégicas” e com toda falta de sintonia com sua inquestionável transparência - e integridade! Fiel a si mesma lidou com a morte de forma direta – e mesmo surpreendente! – comprovando que os que “vivem como gostariam” têm a prenda da serenidade e do desprendimento no crepúsculo da vida. Leia

 

Um livro sobre a discografia da música produzida no Espírito Santo

Contar a trajetória da música popular no Espírito Santo por meio de sua produção fonográfica: este é o tema do novo livro do jornalista e escritor José Roberto Santos Neves, Os sons da memória – uma leitura crítica de 40 discos que marcaram época na música do Espírito Santo, selecionado pelo Edital de Produção e Difusão Literária 018/2019 da Secretaria de Estado da Cultura.

Sexto livro de José Roberto Santos Neves, Os sons da memória é resultado de uma extensa pesquisa desenvolvida pelo autor sobre a música popular produzida no Estado, com foco em seus principais personagens. Leia

 

Lembranças de meu pai

Ivan Borgo

A primeira caminhada da manhã acabava na padaria, um casarão amarelo de portas altas. Ali eram assados os pães que a vila saboreava com os bules de café novo em cima das mesas.

Eles fabricavam um pão chamado “mimoso”, macio e muito branco onde a manteiga se esparramava na quentura da massa. Comer aqueles pães era a primeira sensação agradável das manhãs, especialmente daqueles dias frios, porque logo vinha do estômago um calor muito bom. Leia

 

Uma guinada de 180º graus na pesquisa do folclore capixaba

Nesta matéria especial, o escritor Luiz Guilherme Santos Neves relata como o gravador de fio Webster Chicago revolucionou a pesquisa sobre o folclore capixaba. É também um relato afetivo a respeito do trabalho de seu pai, Guilherme Santos Neves, na incansável pesquisa sobre o nosso folclore. Veja

 

Queimados: documento cênico

Luiz Guilherme Santos Neves

Livro integral

Reedição online da peça do escritor e historiador Luiz Guilherme Santos Neves sobre um tema importante da história do Espírito Santo: a Insurreição do Queimado, levante de escravos ocorrido em 1849 no município da Serra. Na peça publicada em 1977, a que o autor acrescenta o modesto subtítulo documento cênico, vemos os fatos se desenrolando na voz de seus protagonistas. Sobre esse levante de escravos, o autor já escreveu duas outras obras: o romance O templo e a forca e o ensaio histórico Queimado: a insurreição que virou mito, dentro da coleção Memória capixaba. Leia

 

Dez anos sem Renato Pacheco

Em março de 2014 completaram-se dez anos do falecimento do escritor capixaba Renato Pacheco. Reunidos na Biblioteca Pública do Espírito Santo, os escritores Luiz Guilherme Santos Neves, Getúlio Neves, Marilena Soneghet e Oscar Gama Filho o homenageiam. Assista

 

A Revista da Academia Espírito-santense de Letras

Francisco Aurelio Ribeiro

A Academia Espírito-santense de Letras foi criada em 04 de setembro de 1921 e, diferente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, cuja fundação ocorreu cinco anos antes, seus primeiros membros não pensaram ou viabilizaram uma revista para a publicação dos trabalhos e criações literárias de seus sócios. Assim, muito se perdeu da escrita produzida pelos primeiros ocupantes de suas cadeiras, infelizmente. Apenas setenta anos depois, em 1991, saiu uma revista especial da AEL, comemorativa do seu septuagésimo aniversário, na gestão do Dr. José Moysés e tendo como editor Marien Calixte. Leia

 

A biblioteca sobre o mar

Em 14 de março de 2019 a atual sede da Biblioteca Pública do Espírito Santo fez 40 anos. Rogério Coimbra relembra a data com sua palestra "A biblioteca sobre o mar", dentro da programação de "A máquina de escrever", um projeto de Sérgio Blank. Assista ao vídeo ou leia o texto original de Rogério Coimbra.

 

O neobarroco em Aninhanha

Josina Nunes Drumond

aninhanha

Neste trabalho, pretendemos percorrer algumas trilhas neobarrocas da obra Aninhanha, de Pedro José Nunes. Seguiremos traços conceituais, atentos à imponência do caminho e às flores que o bordejam: trata-se de figuras de estilo e de recursos estilísticos que embelezam a composição do ramalhete. Restringimo-nos à colheita das flores que enfeitam barrocamente as inúmeras sendas que se dispõem diante de nós. Tropeçamos em hibridismos linguísticos, escorregamos em distorções sintáticas, mas percorremos prazerosamente as trilhas que conduzem ao objetivo proposto. Devido à polissemia da obra, deparamos com inúmeras possibilidades de atalhos, nos quais corremos o risco de nos perder antes de retomar o caminho principal. Às vezes ficamos desnorteados diante de uma escritura labiríntica, fragmentária e hermética. Escolhemos apenas algumas “trilhas mais batidas”, ou seja, mais recorrentes e/ou relevantes, segundo nossa leitura, que, como toda leitura, é incompleta e lacunar. Leia

 

A série Letras Capixabas: uma contextualização

Francisco Aurélio Ribeiro

Quero começar a contextualização da série Letras Capixabas pelas afirmações de Hallewell a respeito da situação do livro no Espírito Santo, neste século, para que melhor se vislumbre a situação de penúria e miséria editorial neste Estado até a criação da editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida-UFES, em novembro de 1978, cujos objetivos gerais eram “a redução do grande vazio editorial capixaba, publicando obras que venham enriquecer o patrimônio científico e cultural do Espírito Santo”. Leia

 

O assunto não é de hoje. Há 162 anos, ou seja, em 1856, ao apresentar a primeira antologia de que se tem notícia em terras capixabas, o Jardim poético ou coleção de poesias antigas e modernas, compostas por naturais da província do Espírito Santo, José Marcelino Pereira de Vasconcelos já conhecia as dificuldades em torno do livro, quando diz: “Um serviço importante presto nesta publicação à minha província; mas só o reconhecerão, depois que decorrerem séculos”. O assunto é a estrela de quase todos os encontros literários que se promovem de norte a sul. Newton Braga e Renato Pacheco, cada um a seu modo e a seu tempo, pensaram a respeito, e pensaram por escrito. Se a questão do livro é grave, conhecer a situação de outras épocas e confrontá-la com a nossa própria pode ser um bom ponto de partida para a busca de soluções. Por isso indicamos os artigos dos dois conhecidos escritores capixabas que legaram-nos suas reflexões a respeito.

Nem pro gasto, Newton Braga

Introdução à história do livro capixaba, Renato Pacheco

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