De Guaraparim a Guarapai

Luiz Guilherme Santos Neves

Guaraparim, como se chamava então, era uma povoação de pescadores, nada mais que isso.  “Quase toda a gente, que é pobríssima, me cheirava a peixe”, escreveu o bispo José Caetano da Silva Coutinho nos idos de 1812, quando por lá esteve em viagem pastoral. Além do peixe, o prelado apurou que o lugar tinha ares muito ventilados, boas águas, horizontes largos, e fama de saúde.

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São Pedro do Itabapoana

João Gualberto

Todos devem conhecer aquele sítio tão especial. O que temos como turistas capixabas para desfrutar é o clima ameno, a natureza exuberante, uma população gentil e acolhedora, vários eventos durante todo o ano e, sobretudo, a arquitetura do distrito sede e de pelo menos uma dezena de fazendas do café do fim do XIX. Não é pouco. Posso lhes garantir.

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Morte ao bugre

Luiz Guilherme Santos Neves

As profundas transformações decorrentes do estabelecimento da corte no Brasil constituem um capítulo de reviravolta revolucionária na história do nosso país que ainda vivia imerso na placenta paquidérmica do período colonial. Aos efeitos dessas transformações não ficou alheia a então pobre e desprezada capitania do Espírito Santo.  Leia

 

Os primeiros imigrantes do Espírito Santo

Luiz Guilherme Santos Neves

O genial José Carlos Oliveira elegeu o nome do cacique Maracajaguaçu (Gato Grande) como toponímico figurativo de Vitória.

No conto Mistério em Montagnola, incluído no livro Bravos companheiros e fantasmas, editado em 1985 quando o cronista capixaba participava, em seus últimos meses de vida, do projeto escritor-residente da Universidade Federal do Espírito Santo, diz lá pelas tantas o narrador: “Venho de Maracajaguaçu e vou para Heliorama.” Leia

 

François Biard, primeiro caricaturista do Espírito Santo

Luiz Guilherme Santos Neves

De 1858 a 1860, o pintor francês Auguste François Biard percorreu várias partes do Brasil. Dessa visita resultaria a publicação do livro Deux Annés au Brésil, no qual Biard descreve suas impressões de viagem, recheadas com croquis de sua lavra, ilustrados por Édouard Riou, renomado ilustrador daquela época. 

As impressões são destituídas de qualquer compromisso com a informação descritiva e histórica, diferentemente do que fizeram vários outros viajantes que estiveram no Brasil e no Espírito Santo, no século XIX. Leia

 

Um pedaço de história

Fernando Achiamé

A torta capixaba é capixaba. Da gema. Pois nasceu em Vitória. Aos poucos, com timidez, se expandiu para outros locais do Espírito Santo, principalmente os situados em seu litoral. Porém avançou a contragosto. Já o nome capixaba se espalhou por todo o estado e até mesmo para além de suas divisas; em Rondônia, por exemplo. Nosso prato não. É até ignorado no interior. Em Colatina faz-se mais torta de bacalhau, me conta um amigo. E outro garante: os nascidos na região do Caparaó somente conhecem essa especialidade vitoriense depois que saem de lá. Leia

 

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