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Novembro/dezembro

 

Esta é a quarta investida literária de José Roberto, que a partir de uma seleção de 51 crônicas, artigos, resenhas, críticas e roteiros musicais, apresenta um recorte de sua produção jornalística com foco na cobertura musical que desenvolveu durante duas décadas no jornal A Gazeta e na perspectiva do acesso à cultura como elemento transformador da sociedade.


Crônicas musicais e recortes de jornal é uma defesa apaixonada do jornalismo e do ofício do jornalista, onde se percebe, nas entrelinhas, a busca incessante do autor pela musicalidade do texto, entre melodias, ritmos e harmonias, cantos e encantos, pausas e acentos, dinâmica e andamentos, lirismo e amor.

 

 

Este livro de Renata Bomfim conta com 120 poemas que abordam principalmente temáticas socioambientais, mas o amor, a morte, a solidão e a esperança também ganham espaço no livro.

 

 

Este livro, A flor quebrou o asfalto, de Wilson Coêlho, é uma série de ensaios sobre escritos diversos que não tem aparentemente uma relação entre eles. Daí a dificuldade de apresentar um livro que é como um mosaico, um patchwork ou uma colcha de retalhos. Mas isso é só uma impressão, já que numa leitura atenta, se sente a presença de um olhar unificador: o olhar de nosso ensaísta Wilson Coêlho.

 

Gilbert Chaudanne

 

 

Há duas maneiras de se chegar ao bairro Assunção de Nossa Senhora, ou simplesmente Assunção, a noroeste da ilha de Vitória. A primeira é pegar a rodovia que leva até lá e encontrar uma sutil indicação à margem norte, por onde se envereda e lá chega. A segunda maneira é ler estes contos do escritor Pedro J. Nunes, que não apenas dão conta do lugar e da gente que nele mora, como também da forma como essa gente vive esperançosas e trágicas histórias de amor.

É nesse bairro fictício, mas localizado em uma Vitória real, criação tão ao gosto desse escritor, que essas histórias aconteceram (Nicodemos, o matador e A abantesma do bairro Assunção), aí vieram ter seu desfecho (A última noite e Violeta) ou sua origem (Teorema). Se estes contos são fortemente atravessados pelo tema do amor entre os assuncenses, aquele pretensiosamente batizado Eventos de gente trágica: romance breve é o mais completo painel traçado sobre como se ama em Assunção.

Inclui-se nesta antologia Mariposa noturna em veranico de maio, conto escrito na década de 1990. Já que possui certa semelhança com os demais contos, quando nada por haver sido ambientado em alguns lugares imaginários em Vitória, inclui-se neste volume rogando em seu favor uma segunda chance.

 

 

Quem conhece Caco Appel conhece alguém para quem os livros não são apenas importantes, são fundamentais. Esse leitor democrático, mas sempre atento a rígidos critérios de qualidade, lê de tudo, tanto que não é incomum que nós, seus amigos, lhe peçamos sempre alguma orientação quando se trata de um livro duvidoso. Caco não titubeia, e sempre vem com uma orientação segura.

 

A esse leitor voraz não basta ler: Caco, em alguns casos, só se satisfaz quando faz uma resenha sobre o que leu, muitas das quais ele publica neste livro. Agora, quando ele não estiver por perto, poderemos contar com as orientações contidas nesse original volume de impressões de leituras.

 

Quanto àquela orientação sobre livros a que me referi, nunca vi que Caco errasse. Por isso, caro leitor, você tem nas mãos um livro com certificado de garantia. Lê-lo não vai apenas abrir-lhe uma perspectiva de leitura, mas uma perspectiva de leitura segura.

 

Pedro J. Nunes

 

 

O encontro – O pessoal começa a chegar por volta das 10 horas da manhã de sábado – todos os sábados – na Livraria Logos da Praia do Suá. Vai quem quer. Ninguém leva falta se não mostrar a cara por lá. Não há lista de chamada. Aliás, há é uma dificuldade em lembrar, ao certo, os nomes de todos os membros da turma. A reunião vem desde 1989, quando Sergio Bichara e João Bonino se encontraram pela primeira vez, na livraria. O que se faz lá? Primeiro, o que qualquer um faz naquele tipo de lugar: procuramos livros – novidades ou indicações de um dos amigos (e essa é uma boa coisa que acontece o tempo todo, as boas indicações). Depois, sentados em volta das mesas especialmente preparadas, que antiguidade é posto, pelos adoráveis funcionários e funcionárias da casa, com direito a biscoitos e espressos, conversamos sobre qualquer assunto, inclusive sobre literatura e livros. Entretanto, principalmente, não existe pauta para o bate-papo.

 

A ideia – No final de 2013 Pedro J. Nunes chegou ao nosso encontro semanal com uma ideia: cada um deveria escrever um conto, uma crônica ou o que desse na telha (em prosa) com o tema livros, livrarias e bibliotecas. Aquilo seria a forma de uma despedida do local, que entrará em obras, para reabrir, quem sabe, pra lá de 2017. Também poderia servir à uma ação junto aos jovens, para o estímulo à leitura e ao interesse pelos livros O resultado seria uma publicação com os textos daqueles que quisessem participar, ninguém era obrigado a entrar no jogo.

 

A ideia de Pedro não é inédita, é uma imitação dele mesmo, a “reedição” de algo parecido que já acontecera em 1995, quando os amigos de sábado publicaram o livro de contos Mulheres – diversa caligrafia.

 

O livro – Agora, décadas depois, se produz este livro: Na Livraria – diversa caligrafia. Nas suas páginas o leitor vai se deparar com contos, crônicas, ensaios – sempre sobre livros, livrarias e afins – e até uma reportagem produzida pela jornalista, e “membra” da gangue, Linda Kogure, resultado de uma entrevista com o nosso “curador” Silvio Folli, sócio da livraria.

 

Os textos são intrigantes, fabulosos, até fantásticos. Garantia de algumas horas de divertimento e informação. Um mergulho profundo na literatura capixaba de qualidade.

 

 

O vau da vida, reúne contos narrados em estilo fluido com matizes de prosa poética e temática variada e crônicas que traçam um daguerreótipo da sociedade, registrando aspectos consuetudinários e fatos de ontem e de hoje.

 

 

Horas verdes foi escrito, em 2013, durante os quatro meses em que vivi em Santiado de Compostela, na Espanha, como bolsista CAPES, para realizar parte do Doutorado em Estudos Literários. Chegou-me como um sopro de vida. Fênix renascida.

 

Karina Fleury

 

 

A primeira vez que viu Gilbert Chaudanne, Dayse Resende era uma estudante de pré-vestibular de 17 anos de idade. Sentado em uma mesa, acompanhado de um livro e uma xícara de café, no Centro Praia Shopping, o artista francês, já conhecido em toda Vitória por suas Madonas e livros artesanais, chamou a atenção da jovem pela sua aparência e postura.

 

Ao ter maior contato com o artista, com seu estilo de vida e método de criação, Dayse Resende percebeu a relevância da figura de Chaudanne enquanto artista e articulador cultural. Notou sua grande contribuição para a o cenário artístico e para uma geração de artistas locais.

 

Compreendendo a importância e urgência em organizar, registrar e comunicar a vida e obra de Gilbert Chaudanne, para que não se perdesse pelo tempo, nas mudanças físicas, geográficas e pessoais a que somos acometidos, Dayse se assumiu como pesquisadora e levantou todos os documentos do processo de criação do artista. São cadernos e livros artesanais, folhas avulsas, anotações desorganizadas e misturadas, que materializam as ideias, os pensamentos, a construção do objeto artístico de Chaudanne.

 

 

De(s)afios (poemas)

Elizangela Patrocínio

 

Espero que o leitor se deixe atar pela delicadeza dos poemas, sensivelmente ilustrados por Vanessa Schineider, e que a poeta continue o seu percurso de criação.

 

Renata Bomfim

 

 

Janeiro

 

Com o volume Índios, negros e mestiços: estudos etnográficos, de Afonso Cláudio de Freitas Rosa, a Coleção José Costa chega a 24 volumes publicados sobre a história do Espírito Santo e outros temas de interesse para o conhecimento de fatos ligadas ao Estado. O livro é publicação conjunta da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Vitória e da Academia Espírito-santense de Letras e foi distribuído gratuitamente no dia de seu lançamento.

 

Trata-se da reedição de três trabalhos científicos escritos pelo mais importante intelectual capixaba de sua época (Afonso Cláudio nasceu em 1859 e faleceu em 1934), publicados há mais de cem anos e nunca reeditados.

 

Os estudos que compõem o livro:

 

1. As tribos negras importadas. Estudo etnográfico, sua distribuição regional no Brasil. Os grandes mercados de escravos. Desse estudo, esclarece Francisco Aurélio Ribeiro: "Aos olhos de hoje, o texto pode parecer racista e preconceituoso; no entanto, foi obra de referência para Gilberto Freire, ao escrever Casa grande e senzala, e tem sua importância pela crítica que faz à escravidão, à luz do direito".

 

2. Indicação das tribos indígenas no Estado do Espírito Santo

 

3. As três raças na sociedade colonial. Contribuição social de cada uma

 

Ainda segundo Francisco Aurélio Ribeiro, "este livro é um prato cheio para os estudiosos de hoje se deliciarem com as concepções históricas e sociológicas do nosso principal acadêmico de cem anos atrás".

 

 

A primeira edição deste ensaio histórico-etimológico Topônimos capixabas de origem tupi, de Samuel Duarte, foi publicada em 2008, integrando a Coleção José Costa, da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória. Agora, reaparece em segunda edição, ampliada não somente no número de topônimos (eram 144, agora são 202), mas também em sua bibliografia, e vem coroar quase 14 anos de estudos e pesquisas de seu autor.

 

 

A Coleção Roberto Almada chega ao número 27 com a publicação de O poeta da cidade - Elmo Elton: vida e obra, organizado por André Luiz Neves Jacintho com notícia biobibliográfica de Paulo Stuck Moraes e estudo crítico de Francisco Aurélio Ribeiro. O livro foi publicado pela Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Vitória em convênio com a Academia Espírito-santense de Letras e teve distribuição gratuita.

 

 

Vácuo, livro de Caê Guimarães, confirma que a boa poesia ainda está entre nós. O lançamento, um belo livro de capa dura, é da editora Cousa. Dele disse o escritor Francisco Grijó: "Caê sabe o que está escrevendo quando maneja os vocábulos como se construísse um plano que se inclina, um círculo que nunca se fecha, um polígono de infinitos lados. Não chega a confundir o leitor, mas incita-o, provoca-o até o limite essencial à cumplicidade daquele que lê e daquilo que é lido (sim, o poeta fica de fora). E combina bem desespero e erotismo, ironiza o existencialismo sartriano, apela para aquilo que mais temos de humano, que é nossa capacidade de sonhar. Costura temas como boxe, sexo, amizade, mitologia, humor, religião, medo, vida - e o faz com a maturidade do criador fundamental."

 

 

Botocudos de Colatina e região, de José Luiz Pizzol, com fotografias históricas relativas aos nativos da região coletadas de diversas fontes.

 

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