Roberto Almada

Roberto Almada é capixaba por adoção, nascido Roberto Leite Ribeiro Almada em Juiz de Fora, MG, 1935. Órfão de pai aos dois anos de idade, teve uma infância difícil. Segundo a professora e poeta Deny Gomes em seu De folhas versadas: Roberto Almada vida e obra, “o menino convive, (...) desde muito cedo, com a morte e a solidão, o que lhe molda as bases do temperamento poético e se torna a força fundamental de seu espírito criador.”

Roberto Almada foi seminarista, ingressando no Seminário Santo Antônio, em Juiz de Fora e Seminário Diocesano de Mariana. Abandonou os estudos regulares em 1951, mas os estudos lhe haviam proporcionado um conhecimento bastante sólido. “A educação humanística obtida no seminário foi ampliada pelo esforço autodidata e pelo imenso gosto pela leitura”, esclarece Deny Gomes.

Depois de morar por dois anos no Rio de Janeiro, onde foi roteirista de fotonovela e redator da revista O mundo ilustrado, entre outras atividades, Roberto Almada mudou-se definitivamente para o Espírito Santo no final dos anos cinqüenta, fixando-se inicialmente na cidade de Guaçuí, no sul do estado, onde se casou com a capixaba Vilma Paraíso Ferreira de Almada, falecida em Palma de Maiorca, na Espanha, em 1988.

Exigente com sua produção, Roberto Almada afirmou, em entrevista concedida ao jornal A Tribuna, em 1977, que só publicaria após “ganhar algum prêmio realmente expressivo”, o que aconteceu em 1985, quando conquistou o Prêmio Geraldo Costa Alves, primeiro lugar no Concurso Literário Permanente do Espírito Santo, com O país d’El Rey & A casa imaginária. O livro foi publicado em 1986. Em 1990, publicou Dissertação sobre o nu, seguido de Elegia de Maiorca (1991), O livro das coisas (1992) e Faces de seda (1993) - este de contos.

Poeta reconhecido e premiado, Roberto Almeida faleceu em Vitória, em 1994, vítima de enfarto.

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