ANO X | Junho/Julho/Agosto de 2015

 

 

 

 

Termino de ler Na Livraria – diversa caligrafia, livro de contos, crônicas e encontros, a ser lançado neste sábado, dia 13 de junho, na livraria Logos do Cine Jardins. Prevalece uma vontade enorme de bisbilhotar o que fazem e o que dizem esses distintos senhores que se reúnem nas manhãs de sábado na Logos, a já conhecida e prestigiosa livraria de nossa capital. Sinto-me legitimada nesse desejo de bisbilhotar. A curiosidade faz parte das pulsões eróticas capazes de mover o mundo, no bendizer de Freud. 

 

 

 

 

 

 

 

Quero começar a contextualização da série Letras Capixabas pelas afirmações de Hallewell a respeito da situação do livro no Espírito Santo, neste século, para que melhor se vislumbre a situação de penúria e miséria editorial neste Estado até a criação da editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida-UFES, em novembro de 1978, cujos objetivos gerais eram “a redução do grande vazio editorial capixaba, publicando obras que venham enriquecer o patrimônio científico e cultural do Espírito Santo”.

 
   

 

 
 

Em livro recentemente editado no Brasil, fruto de muitos anos de pesquisa, Laurence Hallewell faz uma citação que, deixando de fora o Estado do Espírito Santo, falta com a verdade e merece, portanto, reparo.

 

Não que nosso Estado tivesse, no panorama brasileiro, uma participação de primeira linha na indústria livreira. Muito pelo contrário. Porém a informação do autor britânico omite muitos esforços pioneiros que pretendemos assinalar neste sintético esforço.

 
   

 

 
 

Com os respectivos perigos de qualquer generalização, a afirmação que se impõe, numa conversa sobre literatura espírito-santense do momento é esta, de certo dura: acontece que não há. Temos um punhado de rapazes e cavalheiros espalhado pelo Estado que têm, de fato, o vírus: a intensidade é maior ou menor e há exemplos comoventes de resistência física, moral e intelectual.

 
   

 

 
 

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Tinha sido uma noite fria, a da véspera, naquele final de junho em Vitória. No sábado, pela manhã, um sol burocrático deu as caras, vindo ao nosso encontro no alto do Teatro Glória, onde nos encontrávamos junto a sua imensa cúpula cor de prata, apreciando o panorama da Costa Pereira.

 

Éramos um grupo de escritores e escritoras recepcionados pela fidalguia de uma equipe do SESC Glória para um sortido café da manhã, saudável pretexto para que visitássemos as instalações do velho teatro, radicalmente revitalizado num magnífico centro multicultural.

 

 
   

 

 
 

 

Poderiam ser chamadas claridades? No ar, uma certa pretensão afirmativa: sim, claridades americanas. Veja como Hemingway tratou Veneza, Venice, Venezia. Amante cinquentão, menina descendente das velhas famílias venezianas, merchandising de vinhos, hotéis ... Americanão de barba grande, corajoso matador de patos, invencível machão de bagos de ouro. A grande ironia da orca assassina inanimada dentro do balcão frigorífico da peixaria. Fora dos oceanos, apenas um filé haddock dos menos apreciados.

 

 

 

 

 

 

 

 

Sempre que vejo, ou imagino, uma determinada ilustração para Os contos de Canterbury, de Chaucer, sou conduzido facilmente a um cálido ambiente idealizado de leituras e histórias. Os mecanismos do espírito são sutis. Eu fazia uma pesquisa de imagem na Internet quando a encontrei, atando-a a essa agradável cena imaginária. Ei-la, e preferível é imaginá-la a procurá-la nos mecanismos de busca da rede: num jardim sombreado, ao pé de uma escadaria, reúnem-se dois jovens e cinco moças. As moças formam uma plateia atenta e silenciosa – apenas uma dela se distrai, colhendo uma pequenina flor –, ouvindo um jovem em pose de trovador, sobre o colo um alaúde. Outro moço, sentado um degrau acima deste, escuta atento. Por sutis mecanismos do espírito, quase posso sentir o suave perfume da Água de Laranjeira com que alguma dessas moças, certamente uma princesa, ungirá sua pele tépida.

 

 

 

 

 

 

 

 

“Ler um livro é viver uma vida” – não sei quem disse isso, mas estou de acordo. Então, ler cem livros, mil livros e assim por diante, seria viver todas essas vidas? Acho que sim, porque, enquanto nos entretemos com o romance, a comédia, a tragédia, o mistério e o drama, ou seja lá o que mais o escritor conseguir espremer dentro da narrativa, não fazemos nada além de vivenciar o que, do espírito humano, ele traduziu em letras pretas sobre o papel – as histórias saídas da sua imaginação criativa são impressões, ou emoções, prontas para serem vividas através da leitura ou, no mínimo (se é texto fraco, ou alguém pouco sensível), testemunhadas.

 

 

 

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