ANO XI - Última atualização: 15 de abril de 2016.

 

 

 

 

 

 
 

 

O que aconteceu no Espírito Santo, relativamente à literatura, desde sua colonização? Que relevância tem a produção de livros em nosso Estado? No livro A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica, publicado em 1996, Francisco Aurélio Ribeiro se dispõe a investigar o assunto e a fornecer respostas.

 

A partir desta edição, com o objetivo de contribuir para que se conheça melhor a literatura produzida em nossa terra, o site Tertúlia passa a publicar esse importante livro do pesquisador e escritor Francisco Aurélio Ribeiro.

 
   

 

 

 

 

 

Pois então o sábio e o ingênuo continuam juntos. Não se seguram longe um do outro - é uma convivência que mantém acesa a inveja de muita gente. Algo como Holmes e Watson, como Rodgers & Hart. Vejo-os de longe, observo as passadas que são fruto de pausado treino. Tento acompanhar-lhes a disposição, mas os lipídeos e a nicotina impedem. Em vinte minutos estaremos juntos e há um sorriso em mim porque, além do prazer de revê-los, vamos conversar. Não é um sábado, como da outra vez, mas um dia aquecido pelo movimento de muitos ônibus e gente cheia de compromissos. É meio de semana, quarta-feira de um junho que confunde a meteorologia. Uma chuva forte prevista, e até agora o sol incomoda a todos. Menos, é claro, ao sábio, alheio ao que proclama a tecnologia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que a rua do Vintém ainda mantenha este nome, no Centro de Vitória, não tendo mudado para doutor Fulano de Tal, como temeria o poeta, é um espanto.

 

Mas espanto maior é que indo eu em perambulação distraída pela via enladeirada e sem saída, topasse de repente, numa manhã de primavera, com uma tanajura se debatendo na calçada, onde quase a esmigalhei com o pé. E logo depois, outra – morta. E à frente desta, mais outra, indicando, para espanto dos espantos, que uma revoada de formigas aladas precedera minha passagem por ali, fenômeno que eu imaginava página virada pelo menos há seis décadas, na história da altiva e gloriosa cidade de Vitória.

 

 
   

 

 
 

 

Entremos, pois, em Veneza. Com serenidade. Cartesianamente. "Uma tentativa viável" - diz o homem de temo cinzento que guardo aqui debaixo do paletó. Seguindo suas instruções, vou judiciosamente constatando que estou numa embarcação denominada vaporetto. Uma embarcação que me leva para a entrada do Canal Grande. Relaxe. Uma embarcação movida a diesel com motor de uns 250 CV. No convés há muitos bancos pintados de azul onde os turistas se sentam. Mas neste momento há pouca gente no barco. Umas dez pessoas, no máximo. Vamos chegando ao canal com rapidez. Penso: daqui a pouco o hotel, o banho e o almoço.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos jornais daquela manhã o povo leu sobre o morte do escritor notícia estampada nos jornais em belas letras negras. O rumor encheu o dia. A alguns, morte tão trágica consternou. Outros sorriram seus oblíquos risos. E houve mesmo quem se sentisse ligeiramente aliviado.

***

“(...) O corpo foi encontrado na varanda do apartamento. Ao lado do cadáver havia uma caixa de barbitúricos e várias garrafas de cerveja vazias. Como não havia marcas de violência (...) presume-se que tenha cometido autoextermínio”.

The Daily Pain

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia, estava no escritório do amigo Pedro, convidado para um café coado, quando avistei um livro de capa vermelha exibindo a ilustração de uma chama de cor amarela. Avistei, porque forçava a vista bisbilhotando, e bisbilhotava por livros porque em casa de escritor o que mais se avista são livros, porque um leitor compulsivo não tem como resistir àquela exibição intensa, obscena, pode-se dizer, de livros, porque Pedro tem muitos, cada um melhor que o outro. Ali estava um de que ouvia falar, mas no qual ainda não tinha colocado as mãos: “As chamas na missa”, de Luiz Guilherme Santos Neves.

 

 

 

 

Depoimentos de Afonso e Álvaro Abreu sobre Rubem Braga

Pedro J. Nunes fala de seu documentário sobre o Parque Moscoso

Zé Benedito: carreiro, vídeo de Pedro J. Nunes

 

Reinaldo Santos Neves fala sobre o romance A ceia dominicana.

 

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