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ANO XII - Última atualização: 9 de março de 2017.

 

     
 

 

 
   

 

 
 

 

Samuel Johnson, cidadão inglês do século XVIII, e Lêdo Ivo, brasileiro que viveu entre os séculos XX e XXI, não se entenderiam a respeito de biografias. Enquanto aquele estabelecia que “ninguém pode escrever a vida de um homem a não ser que tenha comido, bebido e convivido com ele”, este, bem ao contrário, acreditava que “a maioria dos biógrafos empenha-se em explicar a obra a partir da vida, quando o correto é exatamente o contrário: trata-se de explicar a vida a partir da obra”. Verdade, verdade mesmo, é que nessa sopa há várias colheres, e não há quem se entenda sobre essa questão.

 

Do alto de sua bem constituída reputação literária, depois de publicar meia dúzia de títulos de ficção, é chegada a hora e a vez de Francisco Grijó se aventurar pela biografia, publicando esse aguardado livro Os Mamíferos: crônica biográfica de uma banda insular. Não sei se o escritor capixaba Francisco Grijó conhecia o que pensavam Samuel Johnson e Lêdo Ivo, mas é certo que conhecia, referindo-se às Memórias de um amnésico, do compositor francês Erik Satie, as dificuldades da biografia, o que justifica sua ressalva de que, não sendo biógrafo nem jornalista, preferiu colocar-se na posição de cronista. Cômoda posição? Bem verão os leitores do livro que não.

 

 

 

 

 

 

 

Memória repartida, romance publicado em 2014 pelo magistrado e historiador Getúlio Marcos Pereira Neves, consagra seu autor, também, como ficcionista, colocando-o ao lado de outros escritores capixabas que incursionaram nessa instigante e desafiadora modalidade literária - o romance -, tendo o Espírito Santo como cenário ou tema de suas obras. Dentre eles, podemos citar: Renato Pacheco (A oferta e o altar), Neida Lúcia (À sombra do holocausto), Adilson Vilaça (O albergue dos querubins), Luiz Guilherme S. Neves (O templo e a forca), Adelpho Monjardim (O tesouro da ilha Trindade), Ormando Moraes (Seu Manduca e outras histórias) , Evandro Moreira (Pau d’alho), Levy Rocha (Marapé), Samuel Duarte (Alma de mestre), Álvaro Silva (O faxineiro), Miguel Tallon (Marília), Jovany Reis (O donatário), Virgínia Tamanini (Karina), Bernadette Lyra (A capitoa), Reinaldo S. Neves (Kitty aos 22: divertimento), dentre muitos outros. Só essa pequena citação já comprova o quanto temos de bons romances no Espírito Santo e o quanto é falsa a ideia de que não haja prosadores capixabas de fôlego.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Profundas transformações sociais marcam o país e o mundo nesses mais de 160 anos de história da Biblioteca Pública do Espírito SantoBPES – completados em 2015. A abertura de mercado decorrente dessas transformações se faz sentir em todas as instâncias: na mídia, na política, na cultura, na ciência, na economia e na informação. Esse movimento interfere nos sistemas sociais, nas relações humanas e na riqueza e no destino das nações. Nessa nova ordem mundial os homens e as instituições encontram-se interligados, em rede, por diferentes canais informacionais e comunicacionais. Independentemente da diversidade política e cultural que os povos apresentem, a informação invade nossas vidas, nosso cotidiano, eliminando fronteiras e trazendo novas e significativas mudanças.

 

 

 

 

 

 

     
 

 

Uma viagem no tempo pelas ruas antigas da cidade de Vitória. É o que nos propõe Luiz Guilherme Santos Neves nestas crônicas atemporais de mãos com uma inusitada disposição histórica, nostálgica, folclórica e afetiva. Com ele, como fizéramos com Elmo Elton, conhecemos a cidade de outro tempo. Com a diferença de que aqui, como um visitante que vença os perigos da chegada de Cidadilha - a cidade-ilha, ou a ilha de Vitória -, caminhamos ao lado do autor evoluindo, a cada capítulo, para o conhecimento de uma cidade e seus logradouros de outros tempos.


Um livro para ser lido com igual prazer por amantes da História e da Literatura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Bíblia era o livro de cabeceira de Clarice Lispector. Artista que era, devia ter o “Eclesiastes” entre os seus livros preferidos. José Carlos Oliveira lia o “Eclesiastes”. E tomava vinho junto.

A importância que escritores dão a esse livro, seja pelo conteúdo e forma, pode ser medida pela transposição criativa que o poeta e ensaísta Haroldo de Campos fez do “Eclesiastes” para o português, na busca de equivalentes poéticos para o texto original.

 

 
   

 

 

 

 

 

Iracema Moraes de Matos era minha tia-avó, e de fato avó social, pois criou três dos seus sobrinhos: meus tios Dicamor e Pedro, e minha mãe Felisbina (Bina), órfãos de pai e mãe desde bem pequenos. Vovó Iracema era casada com Arnulfo Matos e muito amiga de Maria Stella de Novaes, a quem chamava de Stellinha, e que a mencionou em seu livro A mulher na história do Espírito Santo. Ainda criança, conheci dona Stellinha no apartamento dos meus avós, no quarto andar do Edifício Presidente, no centro de Vitória. Logo me encantei com aquela pessoa diferente, que falava de modo distorcido e num tom alto, por ser surda. Com cabelos curtos, mais brancos que grisalhos, de porte empertigado e com voz firme, a figura de dona Stellinha nunca mais me fugiu da memória, devido também às constantes referências que a ela faziam meus familiares.

 

 

 

 

 

 

 

 

O que aconteceu no Espírito Santo, relativamente à literatura, desde sua colonização? Que relevância tem a produção de livros em nosso Estado? No livro A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica, publicado em 1996, Francisco Aurélio Ribeiro se dispõe a investigar o assunto e a fornecer respostas.

 

A partir desta edição, com o objetivo de contribuir para que se conheça melhor a literatura produzida em nossa terra, o site Tertúlia passa a publicar esse importante livro do pesquisador e escritor Francisco Aurélio Ribeiro.

 
   

 

 

 

 

 

 

 

- Que esplêndida coincidência, encontrá-lo na nossa livraria!

 

Exuberante e espalhafatoso como sempre, meu amigo, o escritor Abadias Gomes, me pega na livraria onde eu futucava livros na estante giratória, me esmigalha num abraço de muitos braços e com voz de alto-falante se glorifica porejando felicidade:

 

- Acabo de chegar da Romênia, onde lancei o Romance Desconexo, como aconteceu em Moçambique, Portugal e Angola. Podia ser você no meu lugar.

 

Podia.

 

 
   

 

 
 

Lá vão os prováveis rebeldes. Estamos numa rua de Londres. Mais precisamente em Oxford Street. Os possíveis rebeldes estão a uns dez metros de mim e eu os sigo. Na falta de um jornal onde possa fazer um buraco de observação - como nas antigas histórias policiais - vou fingindo que olho vitrinas e não os perco de vista.

Há cerca de dois minutos estiveram diante desta mesma vitrina onde estou agora e cujos objetos expostos jamais poderiam provocar, por si sós, a delirante cena de ainda há pouco. Aliás, foi naquele momento que passei a considerá-los rebeldes, quase sem nenhuma dúvida. Depois que se beijaram e da forma como o fizeram, seria difícil que me enganasse. Rebeldes em pleno coração do Império. Sem exagero: um beijo que ao menos na aparência lembrava o de Deborah Kerr ou Greer Garson com um galã cujo nome me escapa. Teria sido o de Irene Dunne com Walter Pidgeon?

 

 

 

 

 

 

 

O olhar de meu bom amigo Samuel Cortês parecia vir de muito longe, além de uma indistinta cortina de fumaça que subia de sua xícara fumegante de café com leite, quando ele me perguntou:

 

– Você gosta de palhaço?

 

– Palhaço? Eu? Gostar, mas... gostar por gostar, eu também gostaria que... palhaço?

 

Samuel, que não perde um mote, logo arranjou de glosar pela tangente:

 

– Bem, está certo, todos nós somos, em certa medida hoje em dia, feitos de palhaços. Mas não é a nós que me refiro, mas ao palhaço de circo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Das coisas boas dos tempos de criança a tia que me contava histórias é uma das melhores lembranças.

 

Tive uma vida agitada, morei em vários lugares e até os nove anos não criei raízes ou aqueles muitos amigos de infância.

 

Voltando à tia querida... Na ocasião, quando me dei conta da minha existência, estava com sete anos de idade e morava em Santa Catarina na casa dos meus avós maternos; passava a manhã na escola das freiras católicas – todos sabiam disso – e tinha as tardes livres para ir aonde só o capeta sabia, mas antes de sair precisava cumprir com as obrigações, claro. Se não fizesse o dever de casa minha avó me pegava pelas orelhas e me deixava de castigo até terminar a coisa.

 

 

 

 

 

Depoimentos de Afonso e Álvaro Abreu sobre Rubem Braga

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Reinaldo Santos Neves fala sobre o romance A ceia dominicana.

 

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