ANO XI | Janeiro/Fevereiro de 2016

 

 

 

 

O que aconteceu no Espírito Santo, relativamente à literatura, desde sua colonização? Que relevância tem a produção de livros em nosso Estado? No livro A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica, publicado em 1996, Francisco Aurélio Ribeiro se dispõe a investigar o assunto e a fornecer respostas.

 

A partir desta edição, com o objetivo de contribuir para que se conheça melhor a literatura produzida em nossa terra, o site Tertúlia passa a publicar esse importante livro do pesquisador e escritor Francisco Aurélio Ribeiro.

 
   

 

 

 

 

 

Pois então o sábio e o ingênuo continuam juntos. Não se seguram longe um do outro - é uma convivência que mantém acesa a inveja de muita gente. Algo como Holmes e Watson, como Rodgers & Hart. Vejo-os de longe, observo as passadas que são fruto de pausado treino. Tento acompanhar-lhes a disposição, mas os lipídeos e a nicotina impedem. Em vinte minutos estaremos juntos e há um sorriso em mim porque, além do prazer de revê-los, vamos conversar. Não é um sábado, como da outra vez, mas um dia aquecido pelo movimento de muitos ônibus e gente cheia de compromissos. É meio de semana, quarta-feira de um junho que confunde a meteorologia. Uma chuva forte prevista, e até agora o sol incomoda a todos. Menos, é claro, ao sábio, alheio ao que proclama a tecnologia.

 

 

 

 

 

 

 

Confira aqui alguns dos lançamentos de livros de autores capixabas no finalzinho do ano de 2015.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fernando Achiamé

 

O homem cria-se

ao despertar a mulher que

existe dentro dela mesma.

Faz-se a mulher

quando do homem tira

o que nele aguarda.

 

 

   

 

 

 
 

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Eu e ela paramos no hall de entrada do museu da memória e das artes. Eu que saía, ela que entrava para ver a exposição de fotos históricas da cidade de Vitória. Eu, tal como sou, e vocês sabem. Ela, uma professora jovem, aflorando cauta sensualidade no olhar, no modo simpático de falar e rir, no leve toque que de vez em quando dava no meu braço, com um dedinho camarada, sem forçamento de intimidade. Se bocejasse ali na minha frente, seria um bocejo inconveniente, mas sensual.

 

 
   

 

 
 

 

A luz quase me cega nesta luminosa tarde de sábado. Um truque? Talvez. Vejamos: você vem pelas vielas tortuosas onde não chega o sol, acompanhado pelo marzinho dócil que bate palmas nas amuradas, saudando sua passagem. Você vai amolecendo com essa cadência de sinais fraternos e anda com a alma sentada em enormes almofadões floridos. Algo muito doméstico lembrando os “gatos moles de sono rolando laranjas de lã” do Mario Quintana. Há muitas gôndolas ancoradas no cais, nervosas com o balanço das águas parecendo ansiosas para revelar aos passageiros as fascinações especiais de Veneza. Aí então, de repente. Aí, então de repente, você despenca num espaço vazio que lhe parece de uma dimensão descomunal.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos jornais daquela manhã o povo leu sobre o morte do escritor notícia estampada nos jornais em belas letras negras. O rumor encheu o dia. A alguns, morte tão trágica consternou. Outros sorriram seus oblíquos risos. E houve mesmo quem se sentisse ligeiramente aliviado.

***

“(...) O corpo foi encontrado na varanda do apartamento. Ao lado do cadáver havia uma caixa de barbitúricos e várias garrafas de cerveja vazias. Como não havia marcas de violência (...) presume-se que tenha cometido autoextermínio”.

The Daily Pain

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia um grupo de leões machos adultos apareceu na reserva de Sabi Sand, próximo à fronteira do Parque Nacional Krüger, na África do Sul. Eles vinham do norte num raro bando de seis leões machos e sua intenção, como sempre, era dominar. Coalizões de machos para conseguir subjugar uma área são comuns, mas, tratando-se de leões, geralmente se restringem a dois, no máximo três irmãos. Dessa vez eram seis irmãos. Os Mapogos, como eles ficaram conhecidos, se tornaram uma lenda por sua crueldade no trato dos assuntos leoninos: lutar com os machos dominantes locais, liquidá-los ou os botar para correr, matar todas as suas crias e acasalar com as fêmeas para gerar seus próprios leõezinhos – muita violência, mas nada é pessoal.

 

 

 

 

Depoimentos de Afonso e Álvaro Abreu sobre Rubem Braga

Pedro J. Nunes fala de seu documentário sobre o Parque Moscoso

Zé Benedito: carreiro, vídeo de Pedro J. Nunes

 

Reinaldo Santos Neves fala sobre o romance A ceia dominicana.

 

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