Biografias Livros Leitura Notícias Matérias especiais Recanto da poesia

Quem somos Tertúlia vídeo Mapa do site Fale conosco Livro de visitas

 

ANO XI - Última atualização: 29 de novembro de 2016.

 

 

 

 

 

 

Profundas transformações sociais marcam o país e o mundo nesses mais de 160 anos de história da Biblioteca Pública do Espírito SantoBPES – completados em 2015. A abertura de mercado decorrente dessas transformações se faz sentir em todas as instâncias: na mídia, na política, na cultura, na ciência, na economia e na informação. Esse movimento interfere nos sistemas sociais, nas relações humanas e na riqueza e no destino das nações. Nessa nova ordem mundial os homens e as instituições encontram-se interligados, em rede, por diferentes canais informacionais e comunicacionais. Independentemente da diversidade política e cultural que os povos apresentem, a informação invade nossas vidas, nosso cotidiano, eliminando fronteiras e trazendo novas e significativas mudanças.

 

 

 

 

 

 

     
 

 

Uma viagem no tempo pelas ruas antigas da cidade de Vitória. É o que nos propõe Luiz Guilherme Santos Neves nestas crônicas atemporais de mãos com uma inusitada disposição histórica, nostálgica, folclórica e afetiva. Com ele, como fizéramos com Elmo Elton, conhecemos a cidade de outro tempo. Com a diferença de que aqui, como um visitante que vença os perigos da chegada de Cidadilha - a cidade-ilha, ou a ilha de Vitória -, caminhamos ao lado do autor evoluindo, a cada capítulo, para o conhecimento de uma cidade e seus logradouros de outros tempos.


Um livro para ser lido com igual prazer por amantes da História e da Literatura.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Bíblia era o livro de cabeceira de Clarice Lispector. Artista que era, devia ter o “Eclesiastes” entre os seus livros preferidos. José Carlos Oliveira lia o “Eclesiastes”. E tomava vinho junto.

A importância que escritores dão a esse livro, seja pelo conteúdo e forma, pode ser medida pela transposição criativa que o poeta e ensaísta Haroldo de Campos fez do “Eclesiastes” para o português, na busca de equivalentes poéticos para o texto original.

 

 
   

 

 

 

 

 

Iracema Moraes de Matos era minha tia-avó, e de fato avó social, pois criou três dos seus sobrinhos: meus tios Dicamor e Pedro, e minha mãe Felisbina (Bina), órfãos de pai e mãe desde bem pequenos. Vovó Iracema era casada com Arnulfo Matos e muito amiga de Maria Stella de Novaes, a quem chamava de Stellinha, e que a mencionou em seu livro A mulher na história do Espírito Santo. Ainda criança, conheci dona Stellinha no apartamento dos meus avós, no quarto andar do Edifício Presidente, no centro de Vitória. Logo me encantei com aquela pessoa diferente, que falava de modo distorcido e num tom alto, por ser surda. Com cabelos curtos, mais brancos que grisalhos, de porte empertigado e com voz firme, a figura de dona Stellinha nunca mais me fugiu da memória, devido também às constantes referências que a ela faziam meus familiares.

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui, no centro de Vitória, tenho caminhado inutilmente pelo deserto: em todo o perímetro urbano nenhuma livraria robusta. Apenas decrepitudes e sebos. Esse mofo contemporâneo afeta a cidade como um todo: está a cada dia mais difícil encontrar nos olhos transeuntes o brilho que ultrapasse o prosaico e encontre outras belezas. Há dez, quinze anos, quem caminhasse atentamente pela cidade poderia encontrar algum Augusto dos Anjos e outros poetas mortos ainda vivos em gestos absortos e sorrisos. Hoje, aqui e ali, desertificação. Sujeitos digitalizados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

 

O que aconteceu no Espírito Santo, relativamente à literatura, desde sua colonização? Que relevância tem a produção de livros em nosso Estado? No livro A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica, publicado em 1996, Francisco Aurélio Ribeiro se dispõe a investigar o assunto e a fornecer respostas.

 

A partir desta edição, com o objetivo de contribuir para que se conheça melhor a literatura produzida em nossa terra, o site Tertúlia passa a publicar esse importante livro do pesquisador e escritor Francisco Aurélio Ribeiro.

 
   

 

 

 

 

 

 

 

“Tenho uma boa notícia para você, meu digno”, disse o fantasma do centro histórico de Vitória travando-me os passos no centro da Praça Oito.

 

“Que notícia é esta?”, perguntei, submetendo-me com paciência a sua interlocução intempestiva, como sempre faço.

 

“Os meus dias de fantasma estão contados. Em breve, não mais o molestarei com aparições subitâneas. Vou desaparecer para sempre. Sou um fantasma moribundo”.

 

 
   

 

 
 

 

Jamais imaginei tal possibilidade. No entanto havia, palpável, uma atemorizante modéstia, uma presença que evita se impor. Ao contrário, esconde-se nesses neons de cores vermelhas e azuis pretensamente indicando albergues e hotéis ao longo de Canarreggio. Na realidade tentando minimizar a beleza que se debruça nos palácios da borda do canal e cai sobre seu destino como sentença irrecorrível. Uma cidade cansada da própria beleza e em decadência há mais de quatrocentos anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

O olhar de meu bom amigo Samuel Cortês parecia vir de muito longe, além de uma indistinta cortina de fumaça que subia de sua xícara fumegante de café com leite, quando ele me perguntou:

 

– Você gosta de palhaço?

 

– Palhaço? Eu? Gostar, mas... gostar por gostar, eu também gostaria que... palhaço?

 

Samuel, que não perde um mote, logo arranjou de glosar pela tangente:

 

– Bem, está certo, todos nós somos, em certa medida hoje em dia, feitos de palhaços. Mas não é a nós que me refiro, mas ao palhaço de circo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre maio e junho de 1950 Luiz Edmundo Appel, recém formado engenheiro de minas, metalurgia e geólogo, andava por aqui no Espírito Santo. Em um vaivém entre Linhares, Colatina, São Mateus, Nova Venécia, Vitória, Serra e outros lugares, realizou um trabalho de levantamento topográfico, de mapeamento e demarcação, com cálculos de distâncias percorridas em algumas estradas de rodagem. O tal levantamento topográfico – que era o que ele informava a quem perguntasse o que fazia por aqui – foi, na verdade, uma procura disfarçada por afloramentos de um tipo específico de arenito que indicaria a presença de petróleo no subsolo capixaba. Motivo suficiente para manter a missão em segredo.

 

 

 

 

Depoimentos de Afonso e Álvaro Abreu sobre Rubem Braga

Pedro J. Nunes fala de seu documentário sobre o Parque Moscoso

Zé Benedito: carreiro, vídeo de Pedro J. Nunes

 

Reinaldo Santos Neves fala sobre o romance A ceia dominicana.

 

Clique aqui para acessar o acervo de vídeos.

 


 

 


 

Inscreva-se em nosso informativo de atualização. Clique aqui.

 

Ao assinar nossa newsletter, você receberá apenas informações

sobre atualizações e promoções do site. Seu endereço não será

fornecido a nenhum banco de dados ou usado para fins comerciais.

 


 

Curta esta página ou indique para seus amigos

 


Este site mantém sua funcionalidade e

melhor visualização no Mozilla Firefox

 

     © 2005 Tertúlia

     Direitos reservados

Site de utilidade pública, sem fins lucrativos

Biografias   .:.    Livros    .:.   Fale conosco   .:.   Leitura   .:.   Livro de visitas   .:.   Mapa do site

 Matérias especiais   .:.   Notícias   .:.   Quem somos   .:.   Tertúlia vídeo   .:.   Recanto da poesia