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ANO XI - Última atualização: 3 de junho de 2016.

 

 

 

 

 

 
 

 

O que aconteceu no Espírito Santo, relativamente à literatura, desde sua colonização? Que relevância tem a produção de livros em nosso Estado? No livro A literatura do Espírito Santo: uma marginalidade periférica, publicado em 1996, Francisco Aurélio Ribeiro se dispõe a investigar o assunto e a fornecer respostas.

 

A partir desta edição, com o objetivo de contribuir para que se conheça melhor a literatura produzida em nossa terra, o site Tertúlia passa a publicar esse importante livro do pesquisador e escritor Francisco Aurélio Ribeiro.

 
   

 

 

 

 

 

Pois então o sábio e o ingênuo continuam juntos. Não se seguram longe um do outro - é uma convivência que mantém acesa a inveja de muita gente. Algo como Holmes e Watson, como Rodgers & Hart. Vejo-os de longe, observo as passadas que são fruto de pausado treino. Tento acompanhar-lhes a disposição, mas os lipídeos e a nicotina impedem. Em vinte minutos estaremos juntos e há um sorriso em mim porque, além do prazer de revê-los, vamos conversar. Não é um sábado, como da outra vez, mas um dia aquecido pelo movimento de muitos ônibus e gente cheia de compromissos. É meio de semana, quarta-feira de um junho que confunde a meteorologia. Uma chuva forte prevista, e até agora o sol incomoda a todos. Menos, é claro, ao sábio, alheio ao que proclama a tecnologia.

 

 

 

 

 

 

 

 

Veio de mansinho sem que ele a visse, e despejou a pergunta a tiracolo:

 

- Você é escritor, não é?

 

- Às vezes... – disse ele encarando-a.

 

Era uma mulher charmosa, na década dos quarenta de idade, senhora de um sorriso convincente. Trajava uma saia de bolinhas vermelhas e blusa branca, de mangas curtas, de onde emergiam dois braços torneados e compridos, bi-sensuais.  Trazia na mão a taça ainda cheia com o coquetel de pêssego e exalava sedução.

 

 
   

 

 
 

 

As águas (escachoantes) corriam rapidamente pelas bromélias e o roxo do caixão de Rita se refletia nas presilhas douradas, construindo uma cascata fantástica onde as pérolas das águas espumantes quebravam-se interminavelmente. Passaram-se horas lentas de chorar miúdo, de lamentos abafados pelas catadupas de flores que enfeitavam não apenas o vestido branco de Rita e sua testa pálida quase sumindo debaixo da guirlanda de amores-perfeitos, mas também os cantos das salas. E sobre as flores multicoloridas adejavam abelhas colhendo o néctar. E caía a cera derretida das inúmeras velas que rodeavam o funéreo leito da prima Rita.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos jornais daquela manhã o povo leu sobre o morte do escritor notícia estampada nos jornais em belas letras negras. O rumor encheu o dia. A alguns, morte tão trágica consternou. Outros sorriram seus oblíquos risos. E houve mesmo quem se sentisse ligeiramente aliviado.

***

“(...) O corpo foi encontrado na varanda do apartamento. Ao lado do cadáver havia uma caixa de barbitúricos e várias garrafas de cerveja vazias. Como não havia marcas de violência (...) presume-se que tenha cometido autoextermínio”.

The Daily Pain

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia, estava no escritório do amigo Pedro, convidado para um café coado, quando avistei um livro de capa vermelha exibindo a ilustração de uma chama de cor amarela. Avistei, porque forçava a vista bisbilhotando, e bisbilhotava por livros porque em casa de escritor o que mais se avista são livros, porque um leitor compulsivo não tem como resistir àquela exibição intensa, obscena, pode-se dizer, de livros, porque Pedro tem muitos, cada um melhor que o outro. Ali estava um de que ouvia falar, mas no qual ainda não tinha colocado as mãos: “As chamas na missa”, de Luiz Guilherme Santos Neves.

 

 

 

 

Depoimentos de Afonso e Álvaro Abreu sobre Rubem Braga

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