Tertulianas de Tertuliano

Luiz Guilherme Santos Neves

Tertulianas de Tertuliano, de Luiz Guilherme Santos Neves, foi escrito para publicação original no site Tertúlia, sendo o primeiro livro integral aqui publicado. É seguido de Entrevista com Tertuliano. É também o primeiro dos livros publicados no site republicado num formato amigável com todos os dispositivos. Trata-se de obra de um dos maiores escritores capixabas totalmente gratuita. Leia

 

A série Letras Capixabas: uma contextualização

Francisco Aurélio Ribeiro

Quero começar a contextualização da série Letras Capixabas pelas afirmações de Hallewell a respeito da situação do livro no Espírito Santo, neste século, para que melhor se vislumbre a situação de penúria e miséria editorial neste Estado até a criação da editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida-UFES, em novembro de 1978, cujos objetivos gerais eram “a redução do grande vazio editorial capixaba, publicando obras que venham enriquecer o patrimônio científico e cultural do Espírito Santo”. Leia

 

O assunto não é de hoje. Há 162 anos, ou seja, em 1856, ao apresentar a primeira antologia de que se tem notícia em terras capixabas, o Jardim poético ou coleção de poesias antigas e modernas, compostas por naturais da província do Espírito Santo, José Marcelino Pereira de Vasconcelos já conhecia as dificuldades em torno do livro, quando diz: “Um serviço importante presto nesta publicação à minha província; mas só o reconhecerão, depois que decorrerem séculos”. O assunto é a estrela de quase todos os encontros literários que se promovem de norte a sul. Newton Braga e Renato Pacheco, cada um a seu modo e a seu tempo, pensaram a respeito, e pensaram por escrito. Se a questão do livro é grave, conhecer a situação de outras épocas e confrontá-la com a nossa própria pode ser um bom ponto de partida para a busca de soluções. Por isso indicamos os artigos dos dois conhecidos escritores capixabas que legaram-nos suas reflexões a respeito.

Nem pro gasto, Newton Braga

Introdução à história do livro capixaba, Renato Pacheco

 

José Carlos Oliveira em cinco crônicas

José Irmo Gonring

José Carlos Oliveira, em 1968, escrevia seis crônicas por semana. Deve ter ido muitas vezes solteiro para a cama. Assim, a gente lê os textos daquele ano e tenta classificar, por mês, os melhores, os piores (tarefa difícil) e os mais jornalísticos (alguém inventou que “crônica é jornalismo e literatura”).

Para que isso? Para destravar a criação da turma. Para mostrar que esses textos são quase que um diário, que tudo pode ser assunto, de dentro ou de fora de si. E que nem todos os dias são de “inspiração”. Entendemos ser bom mostrar também as rasuras, em vez de “as melhores de fulano”, “as cem melhores do Brasil”. (Os textos escritos em 1968 foram recolhidos no livro póstumo “Diário da Patetocracia”, editora Graphia).

A mocidade com quem trabalho passa a conhecer e curtir “Carlinhos”. Ri com ele. Admira seu estilo, sua coragem, e o considera melhor que Verissimo. Sinto que gostam de saber que ele convivia com companheiros da noite como Tom Jobim, Chico Buarque e Vinicius de Moraes. Leia

 

Roberto Almada

Ester Abreu

Roberto Almada (1935-1994), professor, crítico literário, dramaturgo, contista, romancista e poeta, nos deixou, também, comentários jornalísticos. Alguns de seus livros continuam inéditos. Em 1985, ganhou o Prêmio “Geraldo Costa Alves” com a obra O País d’el Rey & a casa imaginária, publicada, no ano seguinte, em 1986, pela FCAA-UFES.

Almada era escritor, mas um bom leitor. Apreciava os escritores ingleses, franceses e os hispânicos. Leia

 

Eu já vi esse filme...

Leio nos jornais e vejo nas telas de televisão que o Brasil (“gigante pela própria natureza”, mas deitado eternamente, etc.) está favorecendo as exportações, em vez de promover o consumo de seus produtos no mercado interno; leio e vejo que o Brasil, no afã de “fazer divisas” em moeda estrangeira, deixa que se avilte a moeda nacional e, com ela, os salários dos trabalhadores brasileiros em todos os níveis, propiciando a chamada “evasão de cérebros” e outras mazelas sociais. Leia

 

Biblioteca Pública do Espírito Santo

Faça um passeio pela Biblioteca Pública do Espírito Santo com este vídeo produzido por Pedro J. Nunes, escritor residente da BPES. Assista

 

Aquele jogo da seleção capixaba

Mas, e as glórias? Será que não existiram? Preciso avisar que estas recordações coincidem com uma fase de grande crise no futebol capixaba. Foi a época em que o Rio Branco ficou sem o Estádio Governador Bley e teve até que mudar de nome, passando a chamar-se Riobranquinho, vejam só. Voltou a chamar-se Rio Branco A. C. alguns anos depois, quando também pôde reaver o Estádio, construído com muito sacrifício pelos associados daquele tempo. Leia

 

Colunas

As flatulências do fantasma

Caminhante e distraído ia eu quando o fantasma do centro histórico de Vitória me interceptou diante do apertado restaurante, de porta única e mesinhas poucas, embutido no velho prédio da rua esvaziada de nobreza de onde espiralava o convidativo aroma de comida, na hora do almoço.

De cara, pude ver que sua própria cara não era das melhores, o que, em se tratando do fantasma, era uma cara das mais indesejáveis de ser vista. 

- Ouça cá, meu digno. Passo por aqui, ao pino do dia, e o que me fisga? Este cheirinho de comida provocante que me lembra do saudoso restaurante Barão, da antiga rua da Alfândega. O olor delicioso me espicaça a saudade das comidas que comi ali, logo num dia em que ando maltratado de incontroláveis flatulências - prefaciou a conversa que se prenunciava gasosa e longa como sempre. Leia

 

Rebeldes no coração do Império

Lá vão os prováveis rebeldes. Estamos numa rua de Londres. Mais precisamente em Oxford Street. Os possíveis rebeldes estão a uns dez metros de mim e eu os sigo. Na falta de um jornal onde possa fazer um buraco de observação - como nas antigas histórias policiais - vou fingindo que olho vitrinas e não os perco de vista.

Há cerca de dois minutos estiveram diante desta mesma vitrina onde estou agora e cujos objetos expostos jamais poderiam provocar, por si sós, a delirante cena de ainda há pouco. Aliás, foi naquele momento que passei a considerá-los rebeldes, quase sem nenhuma dúvida. Depois que se beijaram e da forma como o fizeram, seria difícil que me enganasse. Leia

 

A primeira vez que vi o mar

Tinha eu quatorze anos em janeiro de 1976, janeiro em ventos, janeiro em novidades, em sargaços e sal e infinitude. Janeiro em que a pele morena de Joselane, fosse ela quem fosse, e era, de se ver – mas não de se tocar –, uma morena de pele marrom, de um marrom dos infinitos e dos incompreensíveis, janeiro em que a pele morena de Joselane inaugurava em mim umas angústias de homem que começa a largar a pele de menino. Leia

 

O tapete voador

Das coisas boas dos tempos de criança a tia que me contava histórias é uma das melhores lembranças.

Tive uma vida agitada, morei em vários lugares e até os nove anos não criei raízes ou aqueles muitos amigos de infância.

Voltando à tia querida... Na ocasião, quando me dei conta da minha existência, estava com sete anos de idade e morava em Santa Catarina na casa dos meus avós maternos; passava a manhã na escola das freiras católicas – todos sabiam disso – e tinha as tardes livres para ir aonde só o capeta sabia, mas antes de sair precisava cumprir com as obrigações, claro. Leia

 

 

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